Caiu Simone de Beauvoir no Enem e não se fala mais nisso, graças aos Deuses um assunto intelectual sendo viralizado na Internet!
Ela é a prova viva de que as mulheres da década de 60 podiam SIM deixar a carência e o que a sociedade ditava como correto de lado, pra seguirem seus corações e principalmente, olharem friamente pros pretendentes pra não entrar numa furada.
Ela defende, entre uns de seus pensamentos, que a maioria das atitudes que temos, está moralmente ligados a pressão psicológica que sofremos por, de repente, nos percebermos adultos.
Levante a mão aqui, quem nunca se deparou com um relacionamento em que a pessoa parecia adulta, mas na verdade procurava em vc, a futura mãe que vai, além de lavar, passar, cozinhar, ainda tomar as decisões que o covarde bebê chorão, não tem coragem de decidir.
Muitas ainda vão trabalhar pra sustentar financeiramente o infeliz.
Peguei a tradução do post em que ela cita os 9 tipos de pessoas que você provavelmente vai namorar.
De acordo com a minha defesa anti-superficialismo, acho super válido repetir alguns trechos da forma como ela classifica a maior parte dos relacionamentos.
E não. Não é uma visão feminista, como a maioria dos idiotas-com-medo-de-perderem-as-esposas-mamães estão vomitando na Internet.
Vamos às figuras:
1. O Sub-Homem: “Nada jamais acontece; nada é mérito do desejo ou do esforço”.
(... )Seus pais permitiram o medo de brócolis e agora ele se nega a comer comida asiática.
(... )Este é o tipo desanimado e apático — homem ou mulher — que ficaria em pé na frente da Ponte Golden Gate e permaneceria indiferente.
2. O Homem Sério: “O Homem Sério se livra da sua liberdade com a pretensão de subordiná-la aos valores que seriam incondicionais”.
(... ) Este tipo aparece em todos os lugares, de fanáticos religiosos a CEOs gananciosos que definem a sua autoestima com dinheiro.
3. O Homem Apaixonado: “Tendo se envolvido durante toda a sua vida com um objeto externo que pode escapar continuamente, ele sente tragicamente a sua dependência.”
(... ) Se você tiver sorte suficiente para ser o objeto da sua paixão, você estará em um mágico e esmagador romance – mas fique de olho pois as coisas podem sair do controle.
Flavia diz: o carente e sonhador. Aquele que, depois de uma coleção de frustrações, te afoga num relacionamento.
4. O Niilista: “Consciente da sua incapacidade de ser qualquer coisa, ele decide então ser nada”.
Normalmente encontrado em adolescentes que acabaram de perder o estado idílico da infância, ele também pode aparecer nas crises de meia-idade das pessoas que tentaram ser sérias — e falharam.
(... ) eles tendem a ser mais exuberantes, agressivos e propensos a forçar em você suas leituras lascivas de Nietzsche.
(... ) “Se ele quer ser nada, toda a humanidade também deve ser aniquilada”, adverte Beauvoir. Credo.
Flavia diz: Tive uma experiência dessas e me deixou traumatizada até hoje. Repito o "Credo" de Beauvoir.
5. O demoníaco: “A gente teimosamente mantém os valores da infância, de uma sociedade, ou de uma igreja, a fim de ser capaz de passar por cima deles.”
Uma marca peculiar do Homem Sério, o Demoníaco permanece leal a alguns princípios de organizações ou grupos — mas apenas para que ela possa rejeitar e reclamar sobre eles.
Flavia diz: Hipócrita!
6. O Aventureiro: “Ela se joga nas suas investidas com grande entusiasmo, em explorações, conquistas, guerras, especulações, amores, política, mas no fim ele não se une ao que ele mira; é apenas uma conquista própria”.
Flavia diz: ele quer o brinquedo, ele ganha o brinquedo, quando cansar de brincar, vai jogar no baú com os outros brinquedos. O mimado!
7. O Crítico: “Ele entende, domina e rejeita, em nome da verdade total e das verdades necessariamente parciais, o que cada compromisso humano revela”.
(... )“Em vez da mente independente que ele afirma ter, ele é só um servo vergonhoso de uma causa para a qual ele não escolheu participar”.
8. O Artista: “É a existência que eles estão tentando definir para ser eterna.”
Como o Aventureiro, eles têm reações bastante maduras para suas crises existenciais. Aceitam que o mundo não tem “essência” a se perseguir, então o artista desvia a sua atenção para o superficial da vida, e tenta a cada dia transmutar essa superficialidade em algo notável.
(... )até que você percebe que você nunca vai superar o seu verdadeiro ídolo: a arte.
E por fim, o meu ideal!
9. O Homem Livre: “O Homem pode encontrar uma justificativa na sua própria existência apenas pela existência de outras pessoas”.
Na opinião de Beauvoir, há uma raça rara de pessoa que fica cara-a-cara com a angústia existencial e consegue chegar do outro lado. Eles fazem isso desinteressadamente com foco na felicidade dos outros. Passando por fixações de outros tipos – feitos aventureiros, arte, mente, doutrinas – mas nunca caindo no niilismo, elas são fieis a um princípio: proteger a liberdade dos outros. Esta é a alma altruísta, o melhor ouvinte, a pessoa que sacrificaria o seu próprio bem-estar incondicionalmente pelo dos outros. Não está claro se algum destes homens e mulheres livres existem. “Querer-se livre é também querer os outros livres”, diz Beauvoir.
Sonhar não paga impostos! ;)
Muito bom!!! adorei..
ResponderExcluir=* obrigada, minha linda!
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