2025 não ta sendo um dos melhores anos, bem longe disso eu diria. Meu psicológico tem caminhado na beirada do penhasco e, graças a uma longa jornada de quase 7 anos de terapia e auto conhecimento, eu aprendi a olhar pra mim, a me acolher e respeitar (e se fazerem respeitados) os meus limites.
Eu não poderia deixar de olhar para aquelas que iluminam meus caminhos, apesar da própria estrada estar escura. Sim, estou falando de mulheres que apoiam umas as outras com sensibilidade, cuidado e principalmente respeito.
O patriarcado criou uma sociedade em que as mulheres competem, ao invés de somar, julgam e criticam ao invés de acolher.
Pobres delas, vitimas de um sistema cruel que se beneficia com a rivalidade feminina.
As minhas preciosas manas que estão comigo nos momentos bons e ruins, eu não poderia deixar de dizer o quão forte eu sinto suas mãos me segurando para não cair daquele abismo que meu corpo teima a fazer de corda bamba.
Essas mulheres reconhecem a dor, porque já caminharam sobre ela — e, em vez de endurecer, escolheram florescer.
São as que lembram que vulnerabilidade não é fraqueza, é coragem.
São as que enxergam o potencial nas outras, mesmo quando elas mesmas duvidam de si.
Se vc ouviu, diante de uma queda: “Levanta, você não está sozinha.”
Nas conquistas diárias, da mais simples ate aquela que transforma sua existência, vc tem alguém que vai comemorar com você?
Você é uma pessoa de sorte, você tem pessoas que sabem que o verdadeiro empoderamento nasce da partilha.
Empoderar outra mulher é um ato de amor, mas também de resistência.
Quando uma mulher se levanta, quebra padrões geracionais. Todas as nossas ancestrais celebram conosco. Começamos a criar uma nova história para aquelas que virão depois de nós.
Você consegue sentir o quão poderoso um simples ato de carinho, amor e cumplicidade ajuda a transformar uma era?
Com suas teias invisíveis, o patriarcado manipula o imaginário coletivo.
Usa o mito da rivalidade feminina, o complexo de Cinderela, o padrão impossível de perfeição — tudo para nos manter distraídas da nossa força real.
Enquanto lutamos por aprovação, esquecemos de celebrar a liberdade.
Enquanto comparamos, deixamos de compartilhar.
Enquanto duvidamos, deixamos de nos reconhecer como espelhos umas das outras.
Mas há mulheres que despertam — e despertam outras.
Elas compreendem que empoderar não é dar poder, é lembrar o poder que já existe.
São as que abraçam, mesmo quando o mundo ensina a virar o rosto.
São as que curam, mesmo feridas.
São as que entendem que o patriarcado teme uma coisa acima de tudo: mulheres que se apoiam.
E cada vez que escolhemos nos unir — em vez de competir — o sistema treme um pouco mais.
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