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De uma coisa eu tenho certeza.. Não é não.

Não costumo ser daquelas pessoas que diz um "não" de charme, pra que outra pessoa insista.
E, como eu costumo dizer "quando eu coloco algo na cabeça", dificilmente eu mudo de ideia. A pessoa precisa de muito argumento pra me convencer do contrário.

O que me incomoda é quando você diz que não quer ficar com alguém.
E a pessoa fica insistindo, achando jeitos e motivos.. Caramba! onde fica a compatibilidade? Onde fica o interesse?
Principalmente.. a pessoa quer que você fique com ela porque cansou de dizer "não"?
- "Venceu pelo cansaço" (WTF de relacionamento você terá?)
Você vai ficar com a outra pessoa por dó?

- "Eu sou feio, mas sou legal", ouvi outro dia.
Minha mente respondeu "foda-se se você é legal! Ótimo para as pessoas que convivem com você."
Calma! Minha resposta foi em pensamento, eu só dei uma risadinha sem graça e saí andando.

Não estou criando estereótipos.
Acho que a atração física também é um dos pontos importantes para se envolver com uma pessoa. Mas você tem que se sentir atraído pela pessoa.

É um conjunto..

Pra mim, eu tenho que gostar.. olhar e gostar, daí avalio valores, princípios, caráter, humor, se gosta de animais, tipo de comida que gosta (por que, pra uma vegetariana que ama os animais, fica meio complicado a logística de se relacionar com um cara que não come nada de legumes, verduras e frutas.."), visão religiosa (eu sou bruxa, oras.. dependendo da opção religiosa, não vai dar muito certo..).

Ah, o cara gosta de conversar comigo, temos bastante assunto.. Isso não é justificativa pra me relacionar com ele.
Relacionamento não é só isso.
Até porque, eu falo pelos cotovelos, com todo mundo.. na fila do banco, eu faço amizade.

Particularmente, eu me sinto violada de ter que ficar dando explicações do porquê eu não quero me relacionar, ficar ou sair com tal pessoa.
Cansa!

"Então, não quero."
"Então, to numa fase mais de boa"
"Putz, to mais tranquila, com outras prioridades"

e a pessoa insiste...

Sou do tipo que acabo explicando.. e explicando.. e explicando.
Acho chato dizer "você não faz meu tipo". Acho que o "Não, to de boa" deveria resumir tudo isso.

Já me deparei com umas situações particulares, que merecem serem citadas:

- Achei o cara gatinho.. na hora de conversar, não rola a química.
- Ok, rolou a atração física.. pontos de vista distintos.
- Religiões totalmente opostas. Eu nem tento.. já tentei e não deu certo!
- Um bem engraçado.. o cara gato, estereotipando mulher, dizendo que gosta de mulheres com valores definidos, mulheres sérias, honestas.. e você descobre que o palhaço tem namorada. Ta "Serto”, moço.

Eu entendo que, no mundo que vivemos hoje, precisamos passar pelas tentativas e erros para acharmos o certo. Mas que as tentativas sejam mais intensas e menos superficiais, né?

A mesma coisa acontece quando um relacionamento desgasta, não dá certo, o cara te trai, ou, uma das minhas experiências, a pessoa mostra que os valores morais acabaram de sair da pré-história e a mulher é um objeto que tem que entender as necessidades machistas. (sem comentários).

Enfim, acabou.. um relacionamento precisa das duas pontas pra se manter, senão despenca.
Se um dos lados disse não, é não..
Regra matemática: + com - = -

Agora, vamos analisar os casos..
Na traição: o que mais ouvimos.. "A carne é fraca", "eu estava em dúvida quanto a nossa situação", "queria ter certeza se você é o que eu quero", "estava confusx (o/a)"
Desculpa.. o verdadeiro amor não tem dúvidas, ponto final.

No desgaste, não deu certo: Acabou a química.. nunca existiu amor de verdade.

Sobre mostrar o lado pré-histórico, desculpa.. isso é caráter, e só nascendo de novo pra mudar.

"Ai, Flávia.. você é muito intolerante."

Ué, se eu estou defendendo o não-superficialismo na nossa vida, como vou ser tolerante com situações superficiais? Que mostram a falta de valores bem definidos? Que estampam a falta de caráter?

Viver é muito mais do que olhar só para os nossos umbigos, alimentar nossos egoísmos.


Amor e intensidade têm que fazer parte do nosso viver. E o tempo é muito curto para vivermos de situações apáticas.


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