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Nachtigall, ich hör dir trapren - Ah, rouxinol...

Tenho um diário muito bonitinho, com diversos provérbios famosos, em tcheco claro, porque eu amo um desafio né?! 

"slavičku, slyším tě hopstat"

O proverbio nos chama a refletir sobre a intuição, aquele silêncio incomodo que fala mais que as palavras.

Confesso que passei boa parte da manha. Tomando meu café filtrado, mimo necessário da manhã, refletindo sobre a metáfora. 

Na psicologia, a intuição é nada mais que a sabedoria do inconsciente se manifestando em forma de sensação, resultados de uma enorme quantidade de experiências e informações acumuladas que o cérebro acessa sem que a pessoa precise raciocinar deliberadamente.

Na metáfora, entendemos que o desconforto — esse movimento sutil, esse salto fora do compasso — nada mais é do que o corpo respondendo a algo que nos incomoda, um gatilho que se acende. E assim como, para ouvir os passos de um rouxinol, é preciso silenciar e prestar atenção, olhar para dentro também exige uma pausa: um instante de escuta e presença para compreender o que realmente está acontecendo em nós. A rotina, com seu ritmo apressado, muitas vezes não nos permite perceber as mensagens que se escondem nas entrelinhas.

Nem sempre quem canta, traz apenas melodia - as vezes o som doce mascara o ruído das próprias ambições ou mesmo o desabafo das frustrações.

Aprender a ouvir o "pular" em vez do "cantar" nos ajuda a desenvolver nossa sensibilidade, e principalmente nossa empatia. 

Chego a conclusão que pessoas que ouvem a intuição nada mais são pessoas que aprenderam a desenvolver a nobreza da empatia e principalmente aprenderam a não permitir que seus limites sejam apagados. 

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